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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Emoção na encenação da Paixão de Cristo no Centro de Canoas

 Na íntegra: site da Prefeitura Municipal de Canoas
Há cerca de 1979 anos, conforme a tradição cristã, aconteceu o que é um dos fatos de maior significado religioso da humanidade. As injustiças, o sofrimento e a mensagem de paz de um homem chamado Jesus é contada geração após geração. Esta tradição teve seu espaço nas ruas de Canoas na noite desta quarta-feira, 4.
Unidos em uma peça de teatro, alunos que participam do programa Escola Comunidade - Mais Educação na escola Thiago Wurth, do bairro Mathias Velho, e integrantes do Grupo de Teatro Pode Ter Inço no Jardim, lembraram a ao público, o significado da celebração da Páscoa.
EMOÇÃO
A passarela que cruza sob a antiga Estação Férrea de Canoas, na avenida Victor Barreto, e seu entorno, foram o cenário para a Paixão de Cristo. Personalizados com vestimentas da época, o grupo não apenas encenou, mas emocionou quem assistiu aos atos.
A peça contou desde o nascimento de Cristo e a fuga de sua família para o Egito. No alto da passarela, o caminho que levou ao deserto foi o mesmo que trouxe Jesus já adulto, pregando sua palavra. Na calçada, a prisão, o julgamento e a desforra do povo que não aceitava sua mensagem.
Na platéia, o barulho dos carros que cruzavam a avenida não atrapalhou o momento de reflexão no ato da crucificação. Suspenso em um dos pilares, ao toque surdo de um tambor, o jovem Robson Benitez, 17 anos, interpretando Jesus, expira o suspiro final no Calvário.
Olhos fixos, mão na boca, o silêncio apenas é quebrado com a comemoração do povo da antiga "Jerusalém", com a morte do "falso Messias".
No momento seguinte, a surpresa: a ressurreição é celebrada pelos apóstolos enquanto Maria, ajoelha-se aos pés do filho, quando este começa a subir ao céu.

Cantorias empolgam quem assiste, e no desfile pela alça da passarela, o final do espetáculo numa comemoração dos atores junto ao aplauso do público.
INCENTIVO
A encenação da Paixão de Cristo mobilizou alunos e atores do Grupo de Teatro Pode Ter Inço No Jardim em ensaios desde janeiro. O incentivo a estas ações foi saudado por Jeovani Rodes, 41 anos. "Emociona e envolve a comunidade. É muito bom", falou. Sua filha Alexia, 15 anos, aluna da escola, representou Maria Madalena. "Um trabalho forte, marcante", avaliou. Outra mulher de destaque, Maria Mãe de Jesus, foi encenada por Jéssica Rodrigues, 19, integrante do Grupo de Teatro. "Encarnei o personagem e senti o que uma mãe sentiria no momento, me emocionei diversas vezes", disse. Sobre a experiência de dividir a atuação com os estudantes, a jovem que atua há quatro anos, falou da importância de se passar a cultura. "O teatro não tem idade. O teatro acolhe, é para todos", completou.
VALEU "CADA CENTAVO INVESTIDO"
A idéia da encenação da Paixão de Cristo, surgiu por não ser tão rotineira quanto as peças de Natal. "Vimos que não tinha na cidade uma encenação de Páscoa que envolvesse o teatro popular, e sugerimos à direção da escola Thiago Wurth, que nos apoiou inserindo a proposta no Mais Educação", disse o diretor do Grupo Pode Ter Inço no Jardim, João Máximo.
O diretor da Thiago Wurth, José Jesus D'Ávila, falou da emoção de ver a peça nas ruas da cidade. "É emocionante pela história contada, e gratificante por ver o crescimento dos alunos, que conhecemos desde pequenos. Valeu cada centavo aplicado na proposta", finalizou.
AGENDE-SE
Nesta quinta-feira, 5, o grupo de estudantes e atores fará uma segunda apresentação, esta, na escola Thiago Wurth (rua Rio Grande do Sul, 4240, parada 17, bairro Mathias Velho). A atração terá início às 19h30, com entrada franca.
A atividade foi produzida pelos participantes do programa Mais Educação, que é um programa da Prefeitura Municipal desenvolvido em turno inverso das aulas, na rede pública de ensino.


Crédito da notícia: jesiel B. Saldanha

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